Digital Culture - short report

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Em novembro de 2014, fiz um relatório (em inglês) sob encomenda do conselho de artes da Suíca - Pro Helvetia. A ideia era oferecer um panorama atual sobre cultura digital no Brasil. Mas antes de listar e descrever algumas iniciativas, grupos, instituições e pessoas, eu fiz uma introdução para mostrar o terreno em que se desenvolvem. Segue abaixo esta introdução, republicada aqui com autorização da Pro Helvetia.

1. Scenario

In order to understand the state of new media and digital culture in Brazil, two cultural episodes of last century must be acknowledged: brazilian artistic Modernism and the Tropicália movement. Both are deeply related to what Brazil has to offer internationally in terms of contemporary arts, pop culture and their social implications. To some extent they form the cultural basis upon which new developments are often laid.

In 1922, the modernists organized the Week of Modern Art in São Paulo. Until 33 years before that, Brazil was a self-proclaimed "empire" whose economy relied heavily on large plantations and slave workforce. As slavery was abolished, the republic established and legal immigrant labor became available, the country demanded new ways to understand and experience its mixed cultural background. During the Week of Modern Art visual artists, poets, writers and intellectuals helped to grant legitimacy to mixed social identities, as well as asserting the importance of São Paulo as a cultural centre1. The modernists proposed that brazilian culture was a mixed one, in which tradition and novelty were articulated in terms of dialogue and assimilation. It is in that sense that poet Oswald de Andrade posed in the Cannibalist Manifesto:leia mais >>

The Lab, Ars Electronica, ITU Telecom, Doha, Catar

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É interessante ler o relato do Ars Electronica sobre a participação deles no ITU Telecom World que aconteceu em Doha um mês depois da minha residência por lá. Aparece ali aquele tom triunfante, de quem se considera na crista da onda. Já tem algum tempo que tenho achado curiosas as comunicações do Ars Electronica - embarcando nessa onda da inovação com um pé no mercado, da cena maker como salvação do mundo, de adotar um vocabulário pesadamente comercial. E aí Doha parece um cenário perfeito, com aquele monte de dinheiro esperando coisas novas e coloridas nas quais investir (mesmo que produza mais lixo e plástico no mundo, afinal no deserto ninguém liga pra essas coisas). E no meio aproveitando para puxar o saco de umas autoridades locais,  - afinal precisamos garantir os próximos projetos, certo?

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Meio-relato: residência na VCUQatar, em Doha

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Como já relatei anteriormente aqui neste blog, passei em novembro de 2014 duas semanas em Doha, capital do Catar. Fui a convite do mestrado em design da VCUQatar, no papel de designer residente. O tema da minha residência era "repair culture".

Desde que retornei do Qatar, estou rabiscando um relato de viagem. Daqueles relatos longos e detalhados que eu costumo fazer (como este ou este). Mas não saiu. Pode ser a falta de chuvas, pode ser o tempo curto em meio a um monte de tarefas profissionais, voluntárias e episódios novos na vida. Ou pode ser o fato de que eu ainda nem decidi se escrevo Catar ou Qatar. Mas por enquanto vou deixar de lado o relato mais longo, e publico aqui somente alguns apontamentos.

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Me organizando posso desorganizar

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Há alguns meses, encontrei o broda Oliver Schultz em um evento no centro de sampa. Ele me entregou alguns livros que saíram pelo postmedialab. Um deles era o Provocative Alloys, que contém uma conversa entre Oliver, Alejo Duque e eu na qual minha parte deve soar razoavelmente datada. A conversa aconteceu antes das manifestações de junho. Ali no meio havia, se bem lembro, alguns comentários meus sobre a inércia do engajamento político no Brasil em tempos de inclusão consumista. Infelizmente, o livro só saiu depois que os fatos haviam contradito esses comentários. Me enganei, e ainda não entendi se fico feliz por isso ou não.leia mais >>

Hirsuto

Lumber o quê? Acho que essa galera tá assistindo Wolverine demais. "Estilo lenhador" uma ova.

Minha barba é assíria, levantina, bíblica, grega. É Nabucodonosor e Platão. É de santos e profetas, reis e mendigos, camponeses e caçadores. É minha, sem rótulos, e muda sempre. Pra lá com essas modinhas, por favor.

Redes fora das redes

Cá estou naquele período anual semi-afastado do mundo cotidiano. Não tanto quanto das outras vezes, porque também aqui na roça às margens da mata atlântica as coisas mudam. Há dez anos vieram os relógios, depois as TVs (que felizmente hoje andam mais silenciosas). Depois os smartphones com cache que eram levados à cidade para sincronizar. E desde o começo de 2014, sim, o wifi está na área. Lento, instável, mas suficiente para me permitir publicar este texto (será que vai cair a conexão quando eu apertar "publicar"?).

Decidi, entretanto, que tentaria manter este período mais voltado a dinâmicas outras. Estou, naturalmente, avançando para reduzir minha pilha de coisas para ler (tanto os livros de papel quanto a interminável lista de links guardados no pocket ou a imensurável pasta com PDFs). Ler, andar, escutar e fazer música, brincar com crianças e adultes, olhar nos olhos, ceder espaço para outres, ocupar espaço de outres. Ver crescer e mexer a barriga que carrega mais um dos nossos. Acender fogueiras, velas, ideias.

Única regra para meu uso pessoal da internet nestes dias: facebook, só quando estiver no centro na cidade. Quando muito. As coisas vão continuar automáticas indo daqui pra lá, mas não quero ver aquela página azul aqui no refúgio.

Escreveria mais sobre isso e outras coisas. Escreverei. Mas agora tô indo ali que tem vida me esperando.

Plataformas de colaboração: culturas digital e tradicional

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Raquel Rennó publicou um artigo sobre hackerspaces e afins na revista de cultura do Instituto Goethe. Uma das experiências retratadas foi o Ubalab:

O UbaLab é um projeto coordenado por Felipe Fonseca, que se localiza em Ubatuba, litoral norte do estado de São Paulo. Fonseca esteve envolvido em movimentos ativistas da inclusão digital (via projetos educativos com software livre e reciclagem tecnológica) desde o fim dos anos 1990, principalmente por meio do coletivo Metareciclagem. Ele desenvolve com colaboradores propostas de experimentações em cultura digital combinadas com necessidades do contexto da cidade, desde o monitoramento da qualidade da água, formação tecnológica, uso do espaço público, até questões que tocam grupos em situação de fragilidade econômica e social como os quilombolas, que constantemente sofrem com pressões da especulação da economia do turismo na área. Ao mesmo tempo Fonseca propôs a plataforma RedeLabs, onde, juntamente com Luciana Fleischman e outros, vem pesquisando práticas de cultura digital experimental no Brasil.

O artigo completo está aqui. E tem uma versão em alemão também.leia mais >>

Ubalab no Portal Aprendiz

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O Portal Aprendiz na semana passada retratou o Ubalab, com foco especial nas oficinas de cartografia distribuída que fizemos na cidade e região. Leia aqui a matéria completa.

O Portal Aprendiz na semana passada retratou o Ubalab, com foco especial nas oficinas de cartografia distribuída que fizemos na cidade e região. Leia aqui a matéria completa.

Shoe shine

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Chegando a Doha

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Há alguns meses fui convidado a vir em novembro a Doha, capital do Catar, como designer residente junto ao curso de Mestrado em Design da VCU. O convite faz parte de uma série de ações de intercâmbio entre o Brasil e o Catar que estão sendo desenvolvidas ao longo deste ano. Vou ficar duas semanas trabalhando com um grupo de estudantes com questões de descarte, reuso, conserto e afins. Como já escrevi no começo da semana, espero durante estes dias trabalhar com a ideia de uma "cultura de conserto" como crítica à tal "cultura de fabricação" que vem na esteira dos makerspaces e das impressoras 3D.

Desenvolver isso no Catar está me parecendo apropriado, para minha surpresa. A chegada repentina do Petróleo por aqui criou uma sociedade de consumo que veio totalmente de cima para baixo. O país tem muito dinheiro: o maior ou segundo maior PIB per capita, o melhor IDH da região, o segundo maior investimento em arte do mundo. Por trás do investimento em arte e cultura, aliás, está uma organização chefiada uma princesa hoje com 31 anos de idade, que já falou sobre diversidade no TED. Mas todo esse dinheiro pode ter trazido de forma muito mais acelerada um processo que a gente já apontou no Brasil - a substituição da sabedoria do fazer, do consertar e do adaptar pelo mero consumo. Se uma coisa quebrou, eu compro outra.leia mais >>