Escuta em silêncio, enxerga distante

Hoje de manhã. Cachoeira do Pimenta, em Cunha.

Mergulhar na água gelada e sentir por uma fração de segundo a suspensão do entorno, do mundo, do universo inteiro. Bater cabeça em uma rocha lascada de muitas toneladas, que deve ter se mexido da última vez quando não existiam Brasil ou fronteiras, talvez nem essa coisa estranha que chamamos civilização ou mesmo esses macacos quase pelados que andam em duas patas e fazem tanta coisa estúpida.

Aí sentei à sombra e fiquei olhando aquela água toda, Xangô & Oxum em linda dança. E de repente vi aquela rocha toda se mover. Um movimento estranho, não tão físico assim. Mas vi sim.

Belo dia com família. Quero muitos desses mais.

Tropixel Labs - Oficina Baobáxia / Piratebox

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--- Como parte da programação do festival Tropixel Labs, o Ubalab recebeu a oficina conjunta entre Vincenzo Tozzi (coordenador do projeto Baobáxia) e Julien Bellanger (integrante do PiNG, em Nantes).

A oficina adotou o formato de laboratório aberto focado em redes digitais autônomas ou locais. Vince apresentou o projeto Baobáxia, software livre desenvolvido para conectar pontos e integrar acervos em todo o Brasil - em especial entre quilombos, aldeias, ribeirinhos e outras comunidades tradicionais. Julien Bellanger, além de apresentar o PiNG, demonstrou também a Piratebox - sistema que roda em um roteador portátil de baixo custo.

Os participantes instalaram o sistema Baobáxia em uma Raspberry Pi e exploraram a possibilidade de utilizar da Raspi para enviar os dados coletados pela Estação Meteorológica Modular trabalhada na oficina de Estações Meteorológicas Modulares do dia anterior.

Veja também:

Documentação geral do Tropixel Labs Tags: tropixeltropixel labsoficinaszasf

ID

Há alguns meses descobri que minha cédula de identidade, emitida em Porto Alegre no ano de 1996, não é mais aceita para algumas finalidades. Ao pesquisar o assunto, fiquei sabendo que, vivendo no estado de SP, tenho que solicitar um novo registro geral (ou seja, ele não é tão geral assim, né?). Agendei no poupatempo de Caraguatatuba um horário para mim e já aproveitei para também fazer o documento para minha filha.

Ontem acordamos cedo e tomamos a estrada. Chegando lá, fizemos primeiro o procedimento para ela. Fomos bem atendidos, tudo muito rápido. Mas na minha vez, fiquei curioso com algumas perguntas que a simpática atendente me fez:

  • Há quanto tempo o senhor vive no estado?
  • Por que motivo mudou-se para cá?
  • Pretende permanecer no estado?

Acho que tinha mais uma ou duas questões do mesmo tipo, das quais não lembro exatamente. Eu tinha respostas bem consistentes para todas as perguntas, é claro. Mas fiquei pensando em duas coisas: o possível constrangimento que perguntas como essas podem causar em pessoas que não consigam responder; e também o que é feito com as respostas. Será que existem estatísticas de quantas pessoas se registram sem ter certeza se vão permanecer? E se a pessoa dá uma resposta contrária ao que a burocracia espera, o que acontece? Esse dado fica registrado em algum lugar?

Se soubesse antes, acho que teria inventado umas respostas melhores. "Nem sei há quanto tempo estou aqui, vim pra roubar emprego de vocês, fico até ser procurado".leia mais >>

Oslodum

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Meu texto em inglês sobre gambiarra e cultura maker foi publicado novamente, agora na Tvergastein, baseada em um centro de pesquisa ligado à Universidade de Oslo. Esta edição da publicação tinha por tema "Leaving the box - Entrepreneurship, Innovation and Initiatives". Para quem me lê em português via internet meu papo já está manjado, mas para quem quiser dar uma olhada nos outros textos da publicação pode checar aqui ou esperar que uma cópia impressa vai aparecer no Ubalab nas próximas semanas.

Earth - mapa global do clima

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--- Bela dica do Bernardo, um mapa global interativo de ventos, correntes e clima. A imagem abaixo é aqui de Ubatuba. Olha lá: http://earth.nullschool.net/Tags: geo

Quarta Conferência Municipal de Cultura de Ubatuba

Sim, Ubatuba é uma cidade onde a gente anda de bicicleta, vai à praia, percorre trilhas e reclama de mosquitos. Também é um lugar onde se encontram vegetais orgânicos e peixes produzidos localmente. E onde convivem muitas culturas.

Mas talvez mais importante, Ubatuba é uma terra onde mesmo em um sábado chuvoso no meio de um feriado estendido, dezenas de pessoas passaram o dia inteiro debatendo políticas culturais para o futuro da cidade. Podia ser melhor. Podia ser mais claro. Podia ser mais efetivo. Teria mais gente, não fosse uma série de erros que começaram dois anos atrás. Os cinquenta que estavam presentes hoje deveriam ter sido cento e cinquenta. A gente podia ter perdido menos tempo e ter feito mais. Sempre.

Mas chegamos ao fim do dia. E chegamos ao fim de um processo de dezesseis encontros, que recupera um processo de dois anos, que recupera um processo que vem desde a década passada. E mesmo com todas as ressalvas e mesmo com todo o cansaço ficou uma sensação positiva. De que é até possível estragar, por falta de habilidade, um processo coletivo. Mas que enquanto houver gente disposta a recuperá-lo, existe esperança. E o brilhante insight de uma amiga e agora colega conselheira, de que Ubatuba não é só a capital do surf, da mata atlântica, da economia solidária (e da cultura pós-digital). Pois é, tem mais: Ubatuba é boa de resistência coletiva. Este foi somente um pequeno episódio.

E fico feliz de pela primeira vez na vida ser integrante de um conselho de políticas públicas, ocupando a cadeira de cultura urbana e digital. Vamos em frente, que temos um plano a redigir, aprovar e implantar. E agora com mais comunicação pela internet, afinal tô na área.

Fórum Setorial de Cultura Urbana e Digital - minha contribuição

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No começo desta semana, participei do Fórum Setorial de Cultura Urbana e Digital promovido pela Fundart. Os fóruns setoriais fazem parte da construção da Conferência Municipal de Cultura de Ubatuba, cuja quarta edição acontece em cinco de setembro. Conversamos um pouco sobre políticas culturais e sobre o papel que o digital pode assumir, especialmente de transversalidade entre as áreas da cultura que usualmente trabalham em separado. Ao final, elaborei minha contribuição preenchendo o formulário distribuído aos participantes do fórum. Segue abaixo minha contribuição formal:


4a Conferencia Municipal de Cultura de Ubatuba
10/08/2015 - Fórum Setorial de Cultura Urbana e Digital
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Encontro de Labs durante o Red Bull Basement

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Fui convidado, junto com Raquel Rennó e Jarbas Jácome, a coordenar um pequeno encontro de labs durante o Red Bull Basement, nos dias 22 e 23 de agosto em São Paulo. Segue abaixo a divulgação do encontro. Todo mundo convidado!leia mais >>

Gerações

A chuva deita-se leve sobre Ubatuba, uma camada conectando as vozes a conversar na sala, uma guitarra distorcida experimental do outro lado da casa, a ocasional tosse da pequena e algum suspiro do bebê. Sobre essa base espontânea, meu telinha soa de tempos em tempos avisando de mensagens que chegam. Imagino o que são, mas só as lerei daqui a pouco. Antes preciso escrever um texto, beber algumas cervejas e digerir o momento.

O som homogêneo da chuva sobressai e leva a mente para longe. Há poucos minutos, comentei com meu pai que o destino todos sabíamos, só o itinerário e o tempo é que variavam.

É curiosa essa coisa das gerações. Eu cresci de certa forma habituado à existência de bisavós vivos, presentes e relativamente lúcidos. Conheci uma bisavó materna e todos os bisavós e bisavôs paternos. Com os últimos, recordo de muitos episódios concretos na infância, adolescência e juventude. Minha última lembrança da (bisa)vó Ruth, por exemplo, é de um telefonema em que ela mandou um beijo para Carol, então minha nova namorada naquela época em que eu ainda me acostumava com a vida em São Paulo. Isso aconteceu já neste milênio de agora. Eu era maior de idade, já andava com a mulher que um dia viria a ser mãe de meus filhos, e ainda falava ao telefone com a minha bisavó. Pouco tempo depois ela se foi, a última de sua geração diretamente ligada à minha existência.leia mais >>

Laboratório de Inovação Cidadã recebe propostas

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O Laboratório Ibero-americano de Inovação Cidadã (LABiCBR) vai acontecer na segunda metade de novembro deste ano no Rio de Janeiro. A exemplo do que foi feito no ano passado em Veracruz, no México, o laboratório escolherá dez projetos por meio de uma convocatória aberta. Os dez projetos serão desenvolvidos ao longo das duas semanas do Laboratório por um grupo que, além dos proponentes, é composto também por três "mentores" e até cem colaboradores voluntários. A metodologia é inspirada em projetos desenvolvidos pelo Medialab Prado de Madrid, como os Interactivos(?). A edição brasileira conta com o apoio do Ministério da Cultura do Brasil. A plataforma Redelabs vai acompanhar e participar do LABiCBR. Acesse a página para inscrever seu projeto ou saber mais sobre o evento-laboratório.

Tags: redelabsinteractivosmedialab pradoinovação cidadãlabicbrCategoria: eventosprojetos