Meninas eletrônicas

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Na semana que vem, a Matilha Cultural começa sua programação "Copenhagen é aqui", trazendo uma programação paralela ao COP-15. O Desvio estará participando com uma instalação sobre lixo eletrônico criada por Glauco Paiva. Abaixo a descrição da instalação:
A produção mundial de equipamentos eletroeletrônicos cresce a cada ano. À medida que a indústria e a mídia impõem um ritmo acelerado de obsolescência e consequente descarte desse material, o mundo inteiro se vê frente a um novo problema. O descarte eletrônico tem alta concentração de componentes tóxicos, e não pode ser misturado com o lixo comum.
Apesar do surgimento de diversas iniciativas na área, o nível de absorção desse material através do reuso e da reciclagem ainda não consegue nem dar conta do material produzido há cinco anos. É necessário colocar a questão para a opinião pública e propor estratégias de ação, para evitar que que o risco crescente de contaminação da natureza pelos componentes tóxicos do lixo eletrônico não se transforme em uma tragédia. É fundamental que as pessoas tomem consciência de que o lixo eletrônico não é uma questão distante mas um problema presente, que faz parte do cotidiano de todxs. Estamos cercadxs de material potencialmente tóxico, que não tem um método definido e assegurado de descarte.
Para fazer frente a essa situação, o núcleo Desvio propõe uma instalação imersiva que sintetiza com perspectiva crítica essas questões.
Um totem construído com resíduos tecnológicos amalgamados em resina cristal, com a aparência de estarem fossilizados ou solidificados em vidro. O totem será um ponto de acesso sem fio que oferecerá a visitantes que tenham laptops ou smartphones o download de informações sobre a questão do lixo eletrônico, soluções possíveis e o cenário atual no Brasil.

Desvio

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Placa em obra de Ubatuba.

Notes from the field: E-waste in Brasil - Lixo Eletrônico and MetaReciclagem

A convite do editor Soenke Zehle, um artigo que escrevi com a Dani Matielo foi publicado no I-R-I-E journal, edição 11. O PDF completo da publicação está disponível aqui. A íntegra do nosso artigo está em anexo (PDF, 104kb, em inglês).

Site (muito) instável

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--- O site da rede MetaReciclagem está sendo atualizado, e por isso deve apresentar problemas de código e interface nos próximos dias. Se você encontrou algum problema, por favor relate aqui.Infra Lógica

Santa casa

Ontem à noite, estava conversando na casa de amigos e comecei a me sentir mal. Tontura, palpitação, etc. Me levaram pra Santa Casa. Eu suava bastante. A pressão estava normal, mas minha pulsação estava acelerada e desritmada. De novo, como em 2004. Me deram um tal propanolol e diazepan, e fiquei um par de horas esperando fazer efeito. No fim, tudo voltou ao normal. Mas hoje vou num cardio pra começar a fazer todos os exames de rotina, etc. Vou ficar mais silencioso nas webs por uns dias.

Zasf - mobilefest 2009

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O Desvio foi convidado a apresentar o projeto ZASF na edição de 2009 do Mobilefest, semana que vem no MIS-SP. Detalhes da apresentação abaixo:

Data: 14/11 - Sábado
Local: MIS - Av Europa, 158 - Jd Europa / São Paulo
Sala: Auditório LabMIS
Horário: 14h00 as 15h40
Tema: Mobilidade e Comportamento
Participantes:   Marcus Marçal / Sandra Rúbia da Silva / Diego Jair Vicentin / Felipe Fonseca /
Marcelo Godoy(moderador)
Formato apresentação: seminário de 20 minutos para apresentação de cada trabalho.
No final abriremos mais 20 minutos para perguntas e debate.

Pós-simpósio

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Rolou na terça da semana passada a mesa no simpósio de arte contemporânea no paço das artes. Antes da mesa, fui almoçar com o pessoal do Weblab no Sweden, e encontramos um pessoal do simpósio por lá (entre eles nosso amigo desviante James Wallbank, do lowtech.org). Dei uma carona pro James até o Paço. Fui apresentado para os participantes da mesa, Rogério da Costa e Alberto Cuenca, e o debatedor Eugenio Figueroa.
Fiz uma breve introdução, falando sobre como as redes reconfiguram fundamentalmente a sociedade, e com isso colocam de outra forma a questão do acesso a informação e conhecimento.
Alberto começou a mesa, discorrendo sobre as implicações e contradições da indústria da propriedade intelectual em uma sociedade interligada. Deu como exemplos o software livre, os wikis, a creative commons. Citou Ned Rossiter - as redes organizadas e a busca de novas formas institucionais. Focou bastante no contexto legal do copyright. Também trouxe a imagem do Lamborn Wilson - o navio como simultaneamente motor do capitalismo e resistência a ele.
Na sequência, Rogério levantou algumas questões - desde o começo da disponibilização das bases de dados nos anos noventa até as informações disponíveis no espaço físico (olha o zasf aí ;)) da internet of things. Colocou que o conceito de redes sociais vem da sociologia nos anos oitenta, assim como a ideia de laços fortes e laços fracos. Explanou um pouco sobre a importância dos laços fracos na alimentação de ciclos de inovação.

Corisco

Domingo, que era meio de um feriado estendido, a gente saiu com vontade de escapar da movimentação praieira. Resolvemos dar uma volta na corredeira que termina na Casa da Farinha, no sertão da Fazenda. Um ônibus na saída da estrada já dava a dica. Passamos pelo moinho de farinha (onde sempre fica seu Zé Pedro, figura mítica do local) e tentamos chegar à saída pro rio. Impossível. Gente pra caramba. Perguntamos pra um local se a trilha do corisco dava acesso ao rio mais pra cima. Ele falou que sim, e que valia a pena. Desatamos a caminhar.

Depois de um quilômetro e meio trilha acima, já descalços - não tínhamos nos preparado para a trilha, fomos de chinelo e quando a lama começou a grudar acabamos levando os chinelos na mão -, percebemos que o som do rio ficava cada vez mais ao longe, e que subíamos cada vez mais. Resolvemos voltar e ali por volta da marcação de 1km nos metemos na mata em busca de um caminho pro rio. Acabamos encontrando, e foi uma delícia.

Ainda tivemos algum problema para conseguir voltar para a trilha - o caminho estava meio fechado - mas encontramos uma árvore linda e imponente nessa busca. Nosso amigo destroncou o ombro mas logo voltou ao normal. Eu tinha meus pés furados por espinhos, um dedo doendo por um chute e até ontem encontrei cinco carrapatos. Mas não troco por nada a sensação de entrar no rio.