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Gambiarra - criatividade tática

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Por Felipe Fonseca e Hernani Dimantas

Mandamos esse texto para a publicação do Paralelo, evento que aconteceu em março/abril de 2009 em São Paulo. Devem sair uma versão impressa e uma POD (print-on-demand) nos próximos meses.

A gambiarra aparece como a arte de fazer. A re-existência do faça-você-mesmo. Sem todo o ferramental, sem os argumentos apropriados, mas com o conhecimento acumulado pelas gerações. Fazer para modificar o mundo. Um contraponto ao empreendedor selvagem. Fazer para transformar aquilo que era inútil num movimento ascendente de criatividade. A inovação está presente no DNA pós-moderno, no pós-humano. Numa vida gasosa. Abrimos aqui parênteses para fazer uma crítica ao Bauman com suas diversas modernidades líquidas. O líquido se acomoda ao recipiente. Seja um copo, um vaso ou apenas a terra contra a qual o oceano se deixa existir. O gasoso flui no espaço, no tempo e no ser em existência. Não só líquida ou gasosa, a pós-modernidade é a multiplicidade de estados que se misturam, na confluência da Ipiranga com a São João, na co-existência de todos os níveis de desenvolvimento econômico e tecnológico. Uma gambiarra que remixa, modifica, transforma e se mistura. Traço comum da inventividade cotidiana, do improviso, da descoberta espontânea, da transformação de realidades a partir da multiplicidade de usos. O mais trivial dos objetos, lotado de usos potenciais: na solução de problemas, no ornamento improvisado, na reinvenção pura e simples. O potencial de desvio e reinterpretação em cada uso. A inovação tática, acontecendo no dia a dia, em toda parte.

Tudo é Brasil

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Eduardo Viveiros de Castro, no livro CulturaDigital.br (pp. 83-84):

"Outro dia, conversando com amigos, alguém falava sobre como o capitalismo tinha mudado no mundo todo, sobre o sistema de controle da mão-de-obra do capitalismo moderno, a precarização, informalização etc. E aí alguém lembrou que isso sempre existiu no Brasil. E eu fiquei pensando, sempre disseram que o Brasil era o país do futuro, iria ser o grande país do futuro. Coisa nenhuma, o futuro é que virou Brasil. O Brasil não chegou ao futuro, foi o contrário. Para o bem ou para o mal, agora tudo é Brasil.

(...) Esse debate é na verdade uma estrutura de longa duração na cultura brasileira. O governo atual, por exemplo, está dividido ao meio, porque há dois projetos chamados de “nacionais”. Um é o projeto nacional clássico, no mau sentido da palavra, que é o de inventar (ou descobrir) essa coisa chamada de “identidade nacional”. O outro projeto é o que eu chamaria de “nós temos que desinventar o Brasil”. É um projeto mais internacional, que troca o “só nós, viva o Brasil”, pelo “tudo é Brasil” de que eu estava falando. Porque o mundo já é o Brasil, e esta questão já acabou, digamos assim... Uma frase que vivo repetindo é que o Brasil é grande, mas o mundo é pequeno; então não adianta ficar pensando só no Brasil."

Mapeamento de Novas Mídias e Cultura Digital no Brasil

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mapeamentoEntre o fim de 2008 e o começo desse ano, colaborei com um estudo desenvolvido por Bronac Ferran sobre novas mídias e cultura digital no Brasil, a pedido do Ministério da Cultura da Holanda. O documento foi lançado por lá há três meses, e amanhã (terça-feira 16/06) será o lançamento em São Paulo. Infelizmente, não estarei presente, mas vai aqui o link para o estudo em inglês, publicado pela Virtueel Platform. Estou trabalhando numa versão em português, que deve ficar pronta em julho. Pra quem tem pressa, vou publicando as versões parciais (e sem revisão!) aqui.

O governo e os resíduos sólidos

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Herbert Mascarenhas, da Sucesu (que organiza o Congresso TIC Verde) mandou sua opinião sobre a atuação dos governos no Brasil em relação a resíduos sólidos e lixo eletrônico:

O governo , seja em que esfera atue comete erros ou deixa de acertar no que tange a sustentabilidade.

Exemplos não faltam como ao dar incentivo à indústria automobilística não “cobrou” a contrapartida (Obama fez sua parte); ao lançar o programa de geladeiras não vinculou a devolução como uma forma de eliminar o problema (gasto de energia); ao subsidiar a venda de motos não fez a contrapartida tirando de circulação as velhas poluidoras; e na esfera municipal o Prefeito promoveu o espetáculo da destruição dos aparelhos apreendidos de rádios piratas e ao destruí-los lhes deu o destino de aterros sanitários ou... já que fica difícil a reciclagem. Outras tantas ações mostram a falta de visão para a área de sustentabilidade.

Idec

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Há algumas semanas, respondemos a algumas perguntas para a revista do IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - sobre lixo eletrônico. Ontem, eles publicaram um artigo muito bom sobre o assunto, que resultou em um convite para que eu falasse hoje pela manhã com a CBN, no programa de Mílton Jung.

Nova-E

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Meu artigo publicado no ebook "Para entender a Internet" foi republicado na Nova-E com o título "Lixo Eletrônico e a ilusão de obsolescência". Obrigado Maneco!

Políticas para o Lixo Eletrônico

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Fui entrevistado sobre lixo eletrônico para o Blog do Prêmio Sergio Motta. Pedacinho aqui:

O Brasil é um dos países que possuem uma das maiores indústrias de reciclagem do planeta. Como o Brasil poderia aproveitar sua experiência com a reciclagem de outros materiais na Reciclagem do lixo eletrônico? Como é possível tornar sustentável a reciclagem do lixo eletrônico no Brasil?

Aqui tem uma coisa importante: eu conversei com um especialista holandês há poucas semanas, e a opinião dele é que a reciclagem de lixo eletrônico não é sustentável de maneira autônoma. Ou seja, quando a reciclagem é feita de maneira responsável (com material de segurança, respeito às leis trabalhistas, não descartando resíduos no meio ambiente, etc.), ela não se paga. É uma questão de interesse público: existe a necessidade de encontrar outras maneiras de sustentar esse tipo de atividade. Em alguns países, existe uma taxa incluída no preço dos eletrônicos, destinada a bancar a operação da reciclagem. Ou seja: ela é sustentável de maneira indireta.

Íntegra em:

http://blog.premiosergiomotta.org.br/2009/03/25/politicas-para-o-lixo-el...

Lixo Eletrônico em Poá

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Cida Rodrigues, da Aeviva, manda avisar que essa semana vão realizar a segunda edição do Mutirão do Lixo Eletrônico do Alto Tietê:

Cida Rodrigues, da Aeviva, manda avisar que essa semana vão realizar a segunda edição do Mutirão do Lixo Eletrônico do Alto Tietê:

Participe do 2º Mutirão do Lixo Eletrônico Do Alto Tietê

Se você tiver algum aparelho eletro eletrônico quebrado doe para gente!!!

Vale pilhas, baterias,computadores,mouses,impressoras, lâmpadas fluorescentes usadas etc.

Dia 12/03/2009 das 09:00 h. às 17:00 h.

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Postos de coleta

Mogi das Cruzes

Sede do Jornal Mogi News

R. Carlos Lacerda, 61 – Vila Cintra

Telefone: 4735-8800

Suzano

Sede do Jornal Diário do Alto Tietê - DAT

R. Monsenhor Nuno, 586 - Centro

Telefone: 4741-8800

Kayoko Hair

R. Dona Augusta Apda. Carvalho de Moraes, 144 - Centro

Telefone: 4742-8740

Poá

AEVIVA – Associação Educacional Vila Varela

R.Nova Cruz, 44 - Vila Varela

Telefone: 4639-9860

Prefeitura de Poá

R. Av. Brasil, 198 – Centro

Telefone: 4634-8800

Praça dos Eventos

Av. Antonio, 150 - Centro

Telefone: 4636-5342

Praça da Bíblia

Av. 9 de Julho S/N - Centro

Telefone: 4639-2765

Promoção Social

R. 26 de Março, 72 - Centro

Telefone: 4636-3717

Praça do Relógio

Praça dos Expedicionários S/N

Ferraz de Vasconcelos

Secretaria do Verde e do Meio Ambiente

Av. Lourenço Paganucci, 1133 – Pq. Municipal Nosso Recanto

Prefeitura Municipal de Ferraz de Vasconcelos

Av. Brasil, 1841 – Centro
Telefone: 4676-410

EMEI Silvya da Silveira

R. Stela Mazucca, 415 – Vila Margarida
Telefone: 4678-0155

Mesa - Tecnologia e meio ambiente

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Participei da mesa "Tecnologia e meio ambiente" durante a Campus Party, há duas semanas. O debate foi meio frio, não houve muita discussão - é difícil discordar que a situação é péssima e que algo precisa ser feito. O vídeo da minha intervenção está publicado aqui. Depois da mesa, falei para 2 jornalistas - ela da CBN, ele d'O Globo. A matéria n'O Globo ficou péssima, falou um monte de absurdos que eu nunca falaria - a sugestão de enterrar e incinerar, entre outras - mas na CBN foi melhor. Também durante a Campus Party, fui contatado pela produção do programa Urbano, do Multishow, e semana passada fizemos uma conversa no Weblab Social. Não sou bom de TV, mas consegui falar algumas coisas. Entre elas o fato de que "reciclagem" em si não é garantia de correção ambiental - é possível reciclar materiais e ainda assim poluir muito.

Barricada

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--- repostando e tirando o mofo desse blog… BARRICADA…um outro móvel é possível. O BARRICADA móvel agirá como uma grande sala de estar/passar a céu aberto no período do Fórum Social Mundial, a ser realizado entre os dias 27, 28, 29, 30, 31 de janeiro e 1° de fevereiro, em Belém do Pará. .Transformado (resignificado) como [...]