Recebi do pessoal da Aeviva, que fez o Mutirão de Lixo Eletrônico do Alto Tietê:
Informamos que em nossa primeira empreitada conseguimos arrecadar 754.533 kg de lixo tecnológico.
Foi uma vitória para a AEVIVA e principalmente para o meio ambiente.
(...)
O mutirão continua em nossa sede, na Vila Varela que tornou-se um posto fixo de coleta e dá novos frutos como o Condomínio Aruã em Arujá que nos procurou e vários locais que se ofereceram para posto de coleta de pilhas, baterias e celulares.
Um fato curioso ocorreu quando no processo de quantificação fomos abordados por um senhor que compra sucata e quis comprar nosso material dizendo “Mas eu pago bem! Vocês estão com uma boa quantidade”, entretanto apesar da AEVIVA necessitar muito de novos patrocinadores financeiros, nossa causa é pelo planeta e não queremos ter a sucata de lixo eletrônico como uma fonte de renda, pois sabemos que após ser retirado o que interessa, certamente a parte tóxica não reciclável iria para o meio ambiente poluindo o solo e o lençol freático e causando doenças a quem a manusear sem o devido preparo.
(...)
Daremos continuidade ano que vem com um novo mutirão dia 14 de março de 2009 mas por enquanto estamos felizes com as metas atingidas e com as que certamente atingiremos.
Nossa maior necessidade são containeres para os pontos de coleta que já possuímos e em janeiro de 2009 iremos alinhavar novas alianças com o intuito de ir cada vez mais adiante, já que a produção do lixo eletrônico, como toda nossa vida não para, nós também não pretendemos parar.
Muito obrigada pelo apoio.
Esse texto demorou pra sair, exatamente porque a etapa final do ciclo do lixo eletrônico parece ser a mais difícil de se lidar. Nos textos anteriores eu falei sobre as possibilidades de consumo consciente e reaproveitamento que, de uma forma ou de outra, demandam pouco mais do que informação e vontade de fazer. Quando a conversa chega à etapa da destinação final ou da reciclagem efetiva do descarte eletroeletrônico, existem entraves que parecem necessitar de uma força maior: mudar a legislação, lidar com grandes forças econômicas e tratar resíduos químicos tóxicos. A conclusão dessa parte é que é necessário uma grande mobilização da opinião pública para apressar a aprovação da política nacional de resíduos sólidos, e que há que se pensar seriamente na regulamentação e fiscalização da reciclagem efetiva de eletroeletrônicos.


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