livros

Lançamento - para entender a internet

Amanhã é o lançamento web do livrim "Para entender a internet", organizado por Juliano Spyer. Vai ter um texto meu sobre Lixo Eletrônico lá. O PDF, com menos de 1Mb, vai estar disponível amanhã.

Atualizando: o link para download do ebook é:

http://paraentenderainternet.blogspot.com/

Mais leituras

Chegou aqui um pacote vindo da holanda com algumas cópias do Internet of Things, do broda Kranenburg. Vou lendo sem pressa. Outro livro que ganhei (da Sandra) e que vou pegar na lenta é o Techgnosis, recomendado por Hermano Vianna.

Correndo pra ficar parado

Essa semana terminei de ler o livro Sobre o Nomadismo, de Maffesoli. O livro já é interessante de ler por si, mas pra mim foi ainda mais interessante a leitura paralela do Comunidade, de Zygmunt Bauman (publiquei uns trechos aqui). O que mais me pega é que existe uma tensão potencial, ainda que oblíqua, entre as duas visões (este vê a comunidade como espaço de confiança compartilhada e o nomadismo da elite como superficialização da vida contemporânea; aquele entende o nomadismo como único espaço possível de arejamento das bitolações e do provincialismo das comunidades isoladas). Eu, como de costume, escolho o meio do caminho, ainda mais levando em conta o sentido de convivência remota e de oxigenação sem sair do lugar que as novas tecnologias podem trazer. Muito alimento pra idéias nos planos de médio prazo, pensando no contraste e na retroalimentação entre a linkania e a vida de caiçara.

PS1 a ação Ubatuba em Rede pretende fazer alguma coisa aqui na cidade durante o próximo Fórum Social Mundial, em janeiro de 2009. Tô dentro.

Apropriações tecnológicas

Saiu o livro pós-submidialogia3, editado por Karla Brunet e publicado pela Edufba. Meu texto "Em busca do Brasil profundo" tá lá no meio. Disponível no site da Karla, e republicado no pub.descentro. O PDF está aqui.

Comunidade estética x comunidade ética

Ainda do Comunidade:

A necessidade da comunidade estética, notadamente do tipo de comunidade estética que serve à construção/destruição da identidade, tende por isso tanto à autoperpetuação quanto à autodestruição. Essa necessidade nunca será satisfeita, nem deixará de estimular a busca de sua satisfação.

A necessidade da comunidade estética gerada pela ocupação com a identidade é o campo preferencial que alimenta a indústria do entretenimento: a amplitude da necessidade explica em boa medida o sucesso impressionante e contínuo dessa indústria.

(...)

Como as atrações disponíveis nos parques temáticos, os laços
das comunidades estéticas devem ser “experimentados”, e experimentados no ato — não levados para casa e consumidos na rotina diária. São, pode-se dizer, “laços carnavalescos” e as comunidades que os emolduram são “comunidades carnavalescas”.

Termina assim

O Comunidade:

Somos todos interdependentes neste nosso mundo que rapidamente se globaliza, e devido a essa interdependência nenhum de nós pode ser senhor de seu destino por si mesmo. Há tarefas que cada indivíduo enfrenta, mas com as quais não se pode lidar individualmente. O que quer que nos separe e nos leve a manter distância dos outros, a estabelecer limites e construir barricadas, torna a administração dessas tarefas ainda mais difícil. Todos precisamos ganhar controle sobre as condições sob as quais enfrentamos os desafios da vida — mas para a maioria de nós esse controle só pode ser obtido coletivamente.

Aqui, na realização de tais tarefas, é que a comunidade mais faz falta; mas também aqui reside a chance de que a comunidade venha a se realizar. Se vier a existir uma comunidade no mundo dos indivíduos, só poderá ser (e precisa sê-lo) uma comunidade tecida em conjunto a partir do compartilhamento e do cuidado mútuo; uma comunidade de interesse e responsabilidade em relação aos direitos iguais de sermos humanos e igual capacidade de agirmos em defesa desses direitos.

 

Nomadismo comunitário

Dividindo nessa semana minha atenção bibliófila entre o Sobre o Nomadismo, do Maffesoli, e o Comunidade do Bauman.

Wishlist

Dia 26 eu faço trintanos. Me perguntaram o que quero de presente. Pra facilitar, fiz uma listinha de livros no site da livraria cultura.

Rádio Colaborativa

Segunda-feira vai ser lançada oficialmente a experiência da Rádio Cultura AM em Sampa, capitaneada pelo Avorio e pelo Juliano. Mesmo sem saber ainda do que se trata, fico feliz. É longo o processo de trazer a colaboração pra dentro da mídia tupiniquim. Longo, desgastante e frustrante. Eu desisti antes de começar. Quero registrar meu desejo de boa sorte para eles (e todxs que vão colaborar com o projeto). O site ainda não abre muito o jogo, mas me cadastrei lá pra receber mais informações.

Ainda quase no mesmo assunto, semana passada o Conectado, livro do Juliano, foi útil, me ajudando a encontrar o foco para uma oficina de colaboração que tenho que escrever (e que ainda assim não terminei). Mandei um e-mail pra ele com alguns comentários sobre o livro. Em essência, acho ele interessante para o que se propõe, ajudar a explicar web colaborativa, principalmente em faculdades de comunicação. Mas me incomodou um pouco uma linguagem objetiva por demais, talvez muito perto de livros nortamericanos sobre assuntos semelhantes. Mas isso tem a ver mais com vícios meus do que qualquer outra coisa.

A cidade continua generosa

E ontem fiz muito do que precisava e ainda fomos pegar um pôr do sol na praia. Encontramos amigxs, incluindo o marido de uma quase-prima que, descobri ontem, é lá de Santana do Livramento, fronteira com o Uruguay, onde eu passei muitas férias. Ele até conheceu a Padaria Fonseca, que era do meu avô, na Silveira Martins. Mas aí tava voltando pra casa, com duas garrafas de litro de Xibeca, e aqui embaixo, em frente ao latão de basura, um vizinho remexia em uma caixa. Paramos pra ver o que era... uma pilha de livros. O vizinho chegou antes e levou o filé, mas ainda consegui pegar umas coisinhas engraçadas e pelo menos um livro bom, "El corto verano de la anarquia: Vida e muerte de Durrutti", do Enzensberger. Mais um pra minha pilha de leituras.