Participei da mesa "Tecnologia e meio ambiente" durante a Campus Party, há duas semanas. O debate foi meio frio, não houve muita discussão - é difícil discordar que a situação é péssima e que algo precisa ser feito. O vídeo da minha intervenção está publicado aqui. Depois da mesa, falei para 2 jornalistas - ela da CBN, ele d'O Globo. A matéria n'O Globo ficou péssima, falou um monte de absurdos que eu nunca falaria - a sugestão de enterrar e incinerar, entre outras - mas na CBN foi melhor. Também durante a Campus Party, fui contatado pela produção do programa Urbano, do Multishow, e semana passada fizemos uma conversa no Weblab Social. Não sou bom de TV, mas consegui falar algumas coisas. Entre elas o fato de que "reciclagem" em si não é garantia de correção ambiental - é possível reciclar materiais e ainda assim poluir muito.
Semana passada a Unesco
Esse texto demorou pra sair, exatamente porque a etapa final do ciclo do lixo eletrônico parece ser a mais difícil de se lidar. Nos textos anteriores eu falei sobre as possibilidades de consumo consciente e reaproveitamento que, de uma forma ou de outra, demandam pouco mais do que informação e vontade de fazer. Quando a conversa chega à etapa da destinação final ou da reciclagem efetiva do descarte eletroeletrônico, existem entraves que parecem necessitar de uma força maior: mudar a legislação, lidar com grandes forças econômicas e tratar resíduos químicos tóxicos. A conclusão dessa parte é que é necessário uma grande mobilização da opinião pública para apressar a aprovação da política nacional de resíduos sólidos, e que há que se pensar seriamente na regulamentação e fiscalização da reciclagem efetiva de eletroeletrônicos.


Comentários recentes
2 weeks 2 days ago
2 weeks 3 days ago
2 weeks 3 days ago
2 weeks 4 days ago
3 weeks 5 days ago
4 weeks 4 days ago
4 weeks 5 days ago
5 weeks 1 dia ago
5 weeks 4 days ago
5 weeks 6 days ago