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X10e - faminto por eletricidade

Estou usando há um par de meses um celular com Android, o Xperia X10e (que chegou no fim do meu inferno eletrônico). O aparelho é muito bom, transformou totalmente a maneira como eu acesso informação, tem uma câmera razoável, etc. Mas preciso repetir uma reclamação que já fiz antes: ele é um desastre no que se refere ao uso de energia. Eu cheguei a pensar que era meu uso intenso de redes wi-fi e 3G que fazia com que a bateria durasse tão pouco - o que em si já diminuiria a viabilidade dele como meu único aparelho para dias longos - mas o pior é que nem evitando essas coisas eu consegui um uso razoável. No mês passado precisei fazer uma viagem de bate-volta para São Paulo. Deixei o celular carregando a noite inteira até a hora de tomar o ônibus, pela manhã. Deixei a luminosidade da tela no mínimo, desliguei a rede wi-fi, configurei para ele usar somente a rede GSM (e não a 3G), e mantive desligado o GPS e o Bluetooth. Matei todos os aplicativos e usei somente o player de música, com a tela desligada a maior parte do tempo. Depois de quatro horas de estrada e dez minutos de táxi, cheguei ao meu destino quase sem carga na bateria!leia mais >>

Dispositivos móveis flexíveis

Essa retomada da Motorola com o Android está produzindo alguns frutos realmente interessantes. O celular Atrix (já avaliado pelo Engadget) vai um pouco na linha do que eu tinha proposto nesse post no blog da MetaReciclagem ("um cenário em que os telecentros não teriam CPUs - somente teclados, mouses e monitores. As pessoas levariam seus aparelhos com processamento próprio e utilizariam esses periféricos. Depois, poderiam levar os dispositivos para casa, para a escola, para o trabalho."). O Atrix é um potente aparelho modular com porta HDMI e acessórios muito interessantes: um o transforma praticamente em um laptop - tela de 11", mouse, teclado e bateria de longa duração. Outro é um dock com duas portas USB e uma saída HDMI, para ligar na TV e transformá-lo em estação de mídia. Eles também oferecem teclado e mouse sem fio, via bluetooth.

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Inferno eletrônico

No começo de novembro saímos de Ubatuba para alguns meses em São Paulo. Eu estava organizando um debate no Fórum da Cultura Digital e seguiria depois para um bate-volta a BH, para participar da abertura da mostra Gambiólogos. Depois disso, já havíamos planejado continuar em Sampa até pelo menos um mês depois que a Isadora nascesse. Antes de sair de Ubatuba, arranquei o HD do meu computador desktop (com todos os meus arquivos importantes) e o instalei dentro de um case externo.

Chegando em São Paulo, começou a zona. Meu celular, um nokia E71 (o fusca dos smartphones), começou a dar problemas. Não conectava, reiniciava sozinho, travava direto. Ainda dei um pouco de sobrevida a ele reinstalando (pela terceira vez em um ano) o firmware. Mas no fim de dezembro liguei pra TIM pra reclamar de alguma coisa da minha conta e acabei forçando a barra pra ganhar outro aparelho. Se fosse uns meses antes, eu até estaria disposto a arriscar o Nokia N900 por causa do maemo, com o qual eu já tinha brincado um pouco. Mas o relativo isolamento do sistema, a empatação eterna do Symbian e, por outro lado, algumas experiências que eu tinha feito com o Android me convenceram a dar uma chance ao robozinho. Perguntei pra moça o que eles tinham com Android e ela me ofereceu um "mailistoni dois". Eu tinha visto meia dúzia de geeks felizes com ele, e topei. Ela falou que chegaria em "sete a nove dias úteis".leia mais >>

Um tablete por criança?

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Estava lendo a entrevista do ministro Paulo Bernardo no Estadão, e me chamou a atenção a frase que ele atribui à presidenta: "chama os produtores nacionais de computador e faz uma negociação com eles para fornecer tablets com preço mais popular". Acho um movimento interessante, mas é necessário aprofundar um pouco mais a conversa.
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Testando um tablete - Smartq V7

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Eu tenho uma curiosidade perene sobre informação e mobilidade (alguns posts sobre isso aqui). Me dá alguma preguiça e muita repulsa a ânsia da indústria (e da imprensa especializada, seu braço armado) pela obsolescência, pelo fetiche consumista e pelo aprisionamento de pessoas a plataformas. Por outro lado, sei que essas plataformas criam um monte de possibilidades que não são possíveis com o suporte de rede que a gente está mais habituado - computadores, etc.
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UbaLab

Mobilefest '09

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Nesse ano, participei menos do Mobilefest do que no ano passado. Pelo que entendi, não fui o único. Uma amiga presente na abertura do evento comentou que havia alguma coisa estranha - segundo ela, parecia um evento fantasma. Tenho certeza que um dos motivos é a coincidência de datas com o Arte.mov - os organizadores do mobilefest discordam, dizem que o foco é diferente, mas me parece óbvio.
Acabei nem participando dos primeiros dias. Na quinta-feira, fiquei sabendo da presença de Victor Viña, espanhol que vive atualmente em Bangalore e trabalha bastante com experimentação em baixa tecnologia. Sexta-feira, fui ao MIS com o Glauco Paiva para conhecê-lo. Conversamos bastante durante a tarde, e ele combinou com Glauco de visitar o Metaprojeto na segunda-feira. Também gostei de conhecer Lot Amoros, artista que está no meio de uma residência no MIS; Pablo de Soto Suárez, do Fadaiat; e Clara Boj, do lalalab.org.
No sábado voltei ao MIS para apresentar o Zasf. Além da concorrência com o Arte.mov, no sábado também estavam rolando o TEDxSP e a Conferência Municipal de Comunicação de São Paulo, além de outra mesa ao mesmo tempo, sobre mobilidade e educação. O Pablo do Fadaiat e um par de metarecicleiras ajudaram a evitar que a mesa fosse um fracasso total, com menos pessoas assistindo do que havia debatendo.leia mais >>

Zasf - mobilefest 2009

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O Desvio foi convidado a apresentar o projeto ZASF na edição de 2009 do Mobilefest, semana que vem no MIS-SP. Detalhes da apresentação abaixo:

Data: 14/11 - Sábado
Local: MIS - Av Europa, 158 - Jd Europa / São Paulo
Sala: Auditório LabMIS
Horário: 14h00 as 15h40
Tema: Mobilidade e Comportamento
Participantes:   Marcus Marçal / Sandra Rúbia da Silva / Diego Jair Vicentin / Felipe Fonseca /
Marcelo Godoy(moderador)
Formato apresentação: seminário de 20 minutos para apresentação de cada trabalho.
No final abriremos mais 20 minutos para perguntas e debate.

Conserto e inovação

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Felipe Albertão nos encaminhou esse estudo de Jan Chipchase para o centro de pesquisa da Nokia em Toquio, mostrando a escala e algumas especificidades do mercado informal de conserto de celulares em países emergentes. Gambiologia FTW!


O que diferencia essas localidades de cidades em mercados mais "emergidos"? Além da escala do que é vendido existe um mercado florescente de serviços de conserto de aparelhos, desde a troca de componentes até a solda de placas de circuito para mudar o idioma dos telefones, naturalmente. Os consertos são geralmente realizados com pouco mais do que uma chave de fenda, uma escova de dentes (para limpar pontos de contato), o conhecimento certo e uma superfície plana para trabalhar. Manuais de conserto (que parecem ser feitos por engenharia reversa) estão disponíveis, escritos em Hindi, Inglês e Chinês e podem até ser feitas assinaturas, mas existem poucos indícios de que eles sejam usados ativamente. Em vez disso muitos dos reparadores confiam em redes sociais informais para compartilhar conhecimento de problemas comuns e técnicas de conserto. Frequentemente é mais fácil dar uma olhada por cima dos ombros de um vizinho do que abrir o manual. Déli tem a distinção de oferecer também uma grande variedade de cursos de conserto de celulares em institutos educacionais como o Britco e Bridco gerando um firme fluxo de engenheiros de conserto de celulares. Para fechar, os varejistas do ecossistema oferecem todas as ferramentas necessárias para estabelecer e manter um negócio de conserto, desde componentes individuais e esquemas de placas de circuito impresso até chaves de fenda e software.

Simbião

No ano passado eu postei aqui sobre internet móvel, e lá pelo meio comentava que estava de olho em um nokia E51 mas a operadora ainda não oferecia ele quando peguei a linha. Usei por um tempo o w380, mas continuei acompanhando o E51. Geralmente eu leio especificações e resenhas e comentários de usuários, e cada vez ficava mais interessado no aparelhinho.

Em janeiro, aproveitando a ressaca pós-natal, fui a uma loja e negociei pra pegar um E51 por um preço razoável. No começo estranhei um pouco a interface ( o symbian exige mesmo um pouco de aprendizado), mas foi só brincar um pouco pra perceber que ia gostar muito do sistema. Nessa época estava rolando a Campus Party, e aprendi algumas coisinhas conversando com aliados que já estavam usando o Symbian - markun, CH e principalmente Tiago Bugarin.leia mais >>

Rodando o Maemo 2007 HE no tablet 770

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EStou brincando com possíveis dispositivos para controlar a interface do sistema do metamóvel. Há uns anos eu tive um tablet 770 da nokia, que roda o maemo, um OS livre baseado no debian. Na época vendi pro Dalton, mas ele me emprestou de volta agora (bom negócio, nénão? ;). O sistema operacional que eu rodava na época tá uma zona, então comecei por aí. Relato mais completo no wiki.