metareciclagem
De uma lista de discussão
Submitted by felipefonseca on Sex, 10/10/2008 - 17:56.-----Original Message-----
From: Serafin Talisayon
In the Philippines, we scanned and studied 10 best practices from more than 950 anti-poverty projects. Why were they successful?
The answer surprised us: the communities concerned were successful because the projects leveraged on the wealth of intangibles that the "poor" communities already had: network of relationships (social capital), access to natural resources (natural capital + social sanction), dedicated leaders (human capital), useful linkages outside (stakeholder capital), collaborative practices (cultural capital), indigenous knowledge (intellectual capital), etc. All these are described in our freely-downloadable e-book: "Community Wealth Rediscovered: Knowledge for Poverty Alleviation" fromwww.cclfi.org/kpa_ebook our website.
Many local communities are "poor" only in tangible assets -- they are wealthy in intangible assets. People who call them "poor" are people whose development paradigm is based on financial or material mental models. They have a blindfold and I suspect many of them don't know it. "Poverty" is a concept inside their heads.
Encaminhado por Michael Gurstein.
MetaReciclagem explicada
Submitted by felipefonseca on Sex, 10/10/2008 - 17:01.Explicando por email:
A MetaReciclagem é uma rede distribuída de pessoas que compartilham uma metodologia. Essa metodologia diz respeito a um tipo de relação com a tecnologia que se baseia na desconstrução, reuso e ressignificação, com o uso de software livre e o compartilhamento dos aprendizados e descobertas.
O que significa distribuída? Que a MetaReciclagem não cresce a partir de um ponto central que vai se espalhando, mas de projetos e pessoas em diferentes lugares que decidem voluntariamente adotar essa metodologia.
Para promover a integração entre esses diferentes projetos e pessoas, a gente desenvolveu uma nomenclatura que envolve três escalas:
* Esporos são espaços de referência em MetaReciclagem. Geralmente, são espaços abertos que recebem doações de computadores, reciclam-nos e organizam eventos, oficinas e cursos. Aqui tem uma lista dos esporos ativos atualmente: http://rede.metareciclagem.org/listas/esporos
* ConecTAZes são, de certa forma, os projetos de MetaReciclagem: qualquer ação que requeira a mobilização de pessoas em relação a um objetivo comum, que também esteja ligado aos objetivos da MetaReciclagem. Uma lista de conectazes: http://rede.metareciclagem.org/listas/conectazes
* A infralógica é um conjunto de sistemas na internet que possibilitam que os diferentes esporos, conectazes e pessoas se mantenham informados sobre o que os outros estão fazendo, e possam usar os aprendizados coletivos como recursos para seus próprios objetivos. A infralógica hoje em dia está centralizada aqui: http://rede.metareciclagem.org
Alguma instabilidade
Submitted by felipefonseca on Sex, 03/10/2008 - 18:26.O servidor ficou meio capenga hoje à tarde. Fiz umas modificações nas configurações do lighttpd e segui a sugestão do Lourenzo de remover os módulos não habilitados do drupal. Ainda vou dar uma geral nas views pra ver se tem alguma sobrando.
O ciclo do lixo eletrônico
Submitted by felipefonseca on Sex, 03/10/2008 - 13:49.Estou escrevendo uma série de posts no Lixo Eletrônico sobre uma visão estruturada do ciclo dos eletrônicos. Por enquanto escrevi uma introdução, um post sobre produção e consumo e outro sobre descarte e reuso.
Obsolescência programada
Submitted by felipefonseca on Qua, 01/10/2008 - 17:56.Estou escrevendo uma série de posts no lixo eletrônico sobre uma visão sistêmica pra todo o ciclo de produção, consumo, descarte e reciclagem de eletrônicos. Já publiquei uma introdução e a primeira parte, sobre produção e consumo. Agora estou me esforçando pra falar sobre descarte e reuso. No meio do caminho, parei pra respirar um pouco e li mais algumas páginas da tese de Rodrigou Boufleur sobre a Gambiarra. Lá na página 67 ele conta:
A partir da quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929, a indústria começou a implementar mudanças na maneira como produzia artefatos, deixando de favorecer a durabilidade e a boa fabricação para priorizar estratégias que apelassem ao aumento do consumo (MALDONADO, 1976; DENIS, 2001). Um dos movimentos simbólicos em relação ao projeto de artefatos é o advento do Streamline ou Streamform, era buscado valorizar mais a forma que outros elementos nas produções. Essa mudança de concepção provocou efeitos que residem até hoje no universo dos artefatos industrializados. Não bastasse isso, alguns defendem, atualmente, a idéia de que muitos produtos são fabricados com componentes de baixa resistência para provocar o rápido descarte, gerando o conseqüente aumento do consumo. Essa é uma das condições que definem a chamada obsolescência programada.
Comunidade estética x comunidade ética
Submitted by felipefonseca on Seg, 29/09/2008 - 00:20.Ainda do Comunidade:
A necessidade da comunidade estética, notadamente do tipo de comunidade estética que serve à construção/destruição da identidade, tende por isso tanto à autoperpetuação quanto à autodestruição. Essa necessidade nunca será satisfeita, nem deixará de estimular a busca de sua satisfação.
A necessidade da comunidade estética gerada pela ocupação com a identidade é o campo preferencial que alimenta a indústria do entretenimento: a amplitude da necessidade explica em boa medida o sucesso impressionante e contínuo dessa indústria.
(...)
Como as atrações disponíveis nos parques temáticos, os laços
das comunidades estéticas devem ser “experimentados”, e experimentados
no ato — não levados para casa e consumidos na rotina diária. São, pode-
se dizer, “laços carnavalescos” e as comunidades que os emolduram são
“comunidades carnavalescas”. leia mais >>
Termina assim
Submitted by felipefonseca on Dom, 28/09/2008 - 11:47.O Comunidade:
Somos todos interdependentes neste nosso mundo que rapidamente se globaliza, e devido a essa interdependência nenhum de nós pode ser senhor de seu destino por si mesmo. Há tarefas que cada indivíduo enfrenta, mas com as quais não se pode lidar individualmente. O que quer que nos separe e nos leve a manter distância dos outros, a estabelecer limites e construir barricadas, torna a administração dessas tarefas ainda mais difícil. Todos precisamos ganhar controle sobre as condições sob as quais enfrentamos os desafios da vida — mas para a maioria de nós esse controle só pode ser obtido coletivamente.
Aqui, na realização de tais tarefas, é que a comunidade mais faz falta; mas também aqui reside a chance de que a comunidade venha a se realizar. Se vier a existir uma comunidade no mundo dos indivíduos, só poderá ser (e precisa sê-lo) uma comunidade tecida em conjunto a partir do compartilhamento e do cuidado mútuo; uma comunidade de interesse e responsabilidade em relação aos direitos iguais de sermos humanos e igual capacidade de agirmos em defesa desses direitos.
Mais rascunhos sobre aprendizado distribuído
Submitted by felipefonseca on Qua, 24/09/2008 - 11:03.Aprendizado distribuído é uma tentativa de dar um nome pra um processo que acontece cotidianamente desde que a humanidade desenvolveu linguagens e cultura, mas que as pessoas que trabalham com "educação" tendem a esquecer. O aprendizado distribuído parte do princípio de que ambientes online interessantes, criativos e engajados poucas vezes têm como foco a transmissão de conhecimento. O aprendizado distribuído se parece com, mas não é somente, o aprendizado informal.
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Ação em rede e aprendizados
Submitted by felipefonseca on Ter, 23/09/2008 - 12:34.Do blog da Rede MetaReciclagem:
Um dos elementos mais marcantes pra mim durante os treze meses do projeto Metá:Fora foi a quantidade de coisas que eu aprendi pela convivência remota mas freqüente com aquelas mais de cem pessoas. Ainda mais em contraste com minhas péssimas experiências em duas diferentes faculdades particulares de São Paulo, onde eu só aprendi a reconhecer e ignorar gente imbecil. O aprendizado que eu tinha com meus pares de rede era muito mais acelerado e criativo.
>> leia na íntegra
Imprensa...
Submitted by felipefonseca on Seg, 22/09/2008 - 11:42.É difícil identificar, mas essa matéria do estadão, que entre omissões e equívocos chega a me confundir com o Felipe Andueza, deve estar ligada às respostas que mandei sexta para o jornalista lá. E olha que fui até bonzinho:
Você recebe muitas doações de aparelhos ou ainda é algo com pouca divulgação?
A MetaReciclagem começou há seis anos. Passamos por várias fases de alta divulgação e projetos estruturados, e várias fases de recolhimento e reflexão. O "ainda" na tua pergunta me incomoda um pouco, como se o caminho natural das coisas fosse crescer. Dentro do âmbito da MetaReciclagem, a gente fez uma escolha ainda em 2003, de não transformar a rede em uma ONG, e com isso fizemos indiretamente a escolha de não precisar necessariamente crescer. Pelo contrário, a MetaReciclagem evolui como rede: novas atividades começam em alguns lugares, atividades se encerram em outros lugares. Dessa forma, a quantidade de doações não é uma questão de muita relevância: alguns projetos precisam de mais doações, outros de menos.
A procura por esse tipo de projeto tende a crescer? leia mais >>
